O coração materno que moldou São João Bosco e o carisma salesiano
Angélica Novais, da comunicação da RSB com informações da ANS e Boletim Salesiano.
25 de novembro: Um dia para recordar a força, a fé e o legado da mãe dos jovens de Valdocco
Neste dia 25 de novembro, a Família Salesiana celebra a memória de Margarida Occhiena, mais conhecida como Mamãe Margarida, figura-chave na formação de São João Bosco e no nascimento da missão salesiana. Com simplicidade, abnegação e fé profunda, Margarida foi a primeira colaboradora do grande sonho de Dom Bosco: cuidar da juventude mais vulnerável.
Nascida em 1788, na pequena cidade de Capriglio, Itália, Margarida cresceu em uma família camponesa onde a fé e o trabalho eram pilares. Ainda jovem, casou-se com Francisco Bosco, com quem teve três filhos. Sua vida mudou radicalmente quando, aos 29 anos, ficou viúva, assumindo sozinha a educação dos filhos e a administração do lar.
Mesmo em meio às dificuldades, Margarida soube conduzir seus filhos com uma educação baseada na fé, no amor e na sabedoria prática. Como mãe, ela inspirou Dom Bosco com valores que moldaram seu caráter: a confiança em Deus, a perseverança e o zelo pelo próximo.
Quando Dom Bosco iniciou seu trabalho com jovens pobres e órfãos em Turim, Margarida deixou sua casa em “I Becchi” para acompanhá-lo. No Oratório de Valdocco, tornou-se mãe de centenas de jovens, oferecendo-lhes o calor de uma família que nunca haviam tido. Ela cozinhava, cuidava dos doentes, aconselhava e, acima de tudo, ensinava com seu exemplo.
Margarida transformou o Oratório em um lar. Sua presença era marcada por frases simples, mas profundas, como “Deus te vê” e “Como Deus é bom”. Essa sabedoria prática ecoa até hoje nas obras salesianas espalhadas pelo mundo.
Margarida faleceu em 1856, aos 68 anos, vítima de pneumonia. Seu funeral foi acompanhado por inúmeros jovens que a choraram como uma verdadeira mãe. Reconhecendo sua santidade, Bento XVI a proclamou Venerável em 2006, destacando sua importância não apenas como mãe de Dom Bosco, mas como cofundadora espiritual da missão salesiana.
Segundo relatos, Mamãe Margarida possuía uma sabedoria única. Suas orientações, relatadas nas Memórias Biográficas de Dom Bosco, mostram uma mulher que educava com mansidão e firmeza. No capítulo VI, quando o biógrafo falava da maneira em que Margarida conduzia a educação de São João Bosco e seus irmãos, relatou que Margarida “vigiava continuamente o comportamento de seus filhos e que sua vigilância não era pesada, recriminadora e desconfiada, mas como queria o Senhor… contínua, prudente e amorosa”. Margarida esforçava-se para que a sua companhia fosse agradável, encaminhando-os com doçura à obediência.
“Mamãe Margarida foi um exemplo vivo de que a educação, quando enraizada no amor, é capaz de transformar vidas,” afirmou Pe. Ángel Fernández Artime, Reitor-Mor dos Salesianos, em uma de suas homenagens à Venerável.
Celebrar Mamãe Margarida é um convite à reflexão sobre como podemos trazer doçura, paciência e fé para o dia a dia. Que seu exemplo nos inspire a educar com amor e a sermos, como ela, luz e esperança para os jovens.
“Com Deus não se brinca, e como Ele é bom!” – Que essas palavras de Mamãe Margarida ecoem em nossos corações e nos guiem na construção de um mundo mais justo e fraterno.
O caminho sinodal é uma das prioridades das salesianas
Ir. Maria Ausilia de Siena, para o Vatican News
Assumir a sinodalidade missionária como estilo de vida que gera novos modos de participação, animação e governo é uma das três escolhas prioritárias do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, traçadas em 2021, durante o último Capítulo Geral. O período foi de verificação, reflexão e orientação para uma busca comunitária da vontade de Deus para o Instituto.
«A sinodalidade para nós é um elemento carismático pois, como Instituto, somos sinodais desde o nascimento. Entendemos a sinodalidade como um modo de ser e de agir, promovendo a participação de todas na missão educativa comum», disse ao Vatican News a Madre Chiara Cazzuola, superiora-geral do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Ela acrescentou que a “sinodalidade” é a expressão da espiritualidade de comunhão que tem o seu fundamento na Trindade e se concretiza na comunhão entre as irmãs e os jovens. A originalidade de Maria Domingas Mazzarello, como madre, educadora e cofundadora, consiste no fato de ter colaborado para criar comunidades sinodais, ou seja, comunidades caracterizadas por trabalhar, rezar, viver e partilhar a vida e a missão “juntas”.
A nossa missão entre os jovens
Madre Cazzuola sublinha: «somos chamadas a animar e acompanhar, em contínuo discernimento, o crescimento vocacional de cada pessoa que nos é confiada». Nesse sentido, acrescenta, o objetivo prioritário da missão educativa é guiar a juventude ao encontro com Jesus de Nazaré. Os próprios jovens, portanto, tornam-se protagonistas das propostas educativas. Eles pedem-nos para assumir novos estilos e novas estratégias para uma pastoral mais aberta e sinodal em resposta às suas expetativas.
«A missão educativa é confiada a toda a comunidade educadora – religiosos, leigos, jovens – e requer a convergência de múltiplas intervenções num projeto global de promoção que, por sua vez, exige a participação de várias vozes e em diferentes níveis de interação: eclesial, social, política. Dando centralidade aos jovens, a comunidade educativa está empenhada em tecer uma rede de solidariedade entre todos aqueles que acreditam e trabalham na missão educativa», observa Madre Cazzuola.
Por isso, como ela sublinha, os métodos de intervenção pastoral devem ser procurados, testados e verificados no contexto em que se trabalha, para que sejam respostas às verdadeiras questões que emergem. Ser capaz de se coordenar harmoniosamente garante a sinergia de todos os recursos em volta do projeto comum, para além dos diferentes modos e organismos de animação. «A vida cresce e desenvolve-se se procurarmos juntos alimentá-la, trabalhando com otimismo e caridade pastoral e reforçando a comunhão com Jesus, verdadeira fonte da nossa comunhão» conclui a superiora-geral.
Gerir as inevitáveis divergências e conflitos
«A caridade deve ser a força poderosa que estimula, anima, reúne tantas pessoas diferentes e as ajuda a superar os inevitáveis conflitos e pobrezas a todos os níveis. É necessário encontrar tempo e ter a oportunidade de se exprimir, de se escutar com atenção e respeito, mesmo e sobretudo quando o outro pensa de forma diferente», diz ao Vatican News a Madre Yvonne Reungoat, superiora-geral emérita, perita e facilitadora da Assembleia Sinodal. Ela acrescenta que esse confronto deve ser sustentado pela firme vontade de procurar o que une para que prevaleça sobre aquilo que divide. «As escolhas e decisões devem sempre amadurecer na reflexão e na oração».
Ser pessoas de comunhão e reconciliação
Partilhando a sua experiência, a Madre Reungoat sublinha que se chega à convergência e a ser pessoas de comunhão e de reconciliação, apesar da diversidade de pontos de vista, quando se avança no caminho do diálogo, da clareza, da hospitalidade recíproca, na consciência da necessidade de um processo contínuo de conversão do coração e da mente segundo o Evangelho.
«A discordância e o conflito não podem ser negados porque, quando são bem geridos, tornam-se preciosas oportunidades de crescimento para todos: provocam reflexão, aprofundamento, impelem-nos sempre a ir mais longe, a verificar se caminhamos de fato nos sulcos do carisma ou se corremos o risco de ficar fechadas numa rigidez de pensamento e presas nos nossos pontos de vista, embora sempre parciais», diz a Madre Reungoat. Sublinha que a «boa gestão do desacordo e do conflito pode ajudar-nos a fazer a passagem pascal do “eu” individualista para o “nós” comunitário/eclesial». E a superiora-geral emérita das Irmãs Salesianas conclui:
“Nunca devemos esquecer que somos uma comunidade para a missão.”
No dia 17 de novembro de 2024 celebra-se o VIII Dia Mundial dos Pobres, um momento de reflexão e animação para todas as Comunidades Educativas.
No Ano da Oração, já às portas do Jubileu Ordinário de 2025, o tema escolhido pelo Papa para o VIII Dia Mundial dos Pobres é: «A oração do pobre sobe até Deus» (Sir 21,5), tirado do antigo autor sagrado Ben Sira, um escriba de Jerusalém que provavelmente escreveu no II século a.C. e que, “inspirado pelo Espírito Santo, pretende transmitir a todos o caminho a seguir para uma vida sábia e digna de ser vivida diante de Deus e dos irmãos”.
O Santo Padre, na sua Mensagem, sublinha como os pobres ocupam um lugar especial no coração de Deus, sempre atento e cuidadoso para com todos. As suas orações são escutadas, e Deus, diante do seu sofrimento, torna-se “impaciente” enquanto não obtém justiça para eles.
“Deus conhece os sofrimentos dos seus filhos, porque é um Pai atento e solícito para com todos. Como Pai, cuida daqueles que mais precisam: os pobres, os marginalizados, os sofredores, os esquecidos… Mas ninguém é excluído do seu coração, do momento que, diante dele, todos somos pobres e necessitados. Todos somos mendigos, porque sem Deus seremos nada”.
O Papa observa que “precisamos fazer nossa a oração dos pobres e rezar junto a eles” e convida a acolhê-la como desafio e ação pastoral que precisa ser alimentada enquanto “a pior discriminação que os pobres sofrem é a falta de atenção espiritual”. Por isso, exorta a aprender a rezar pelos pobres e a fazê-lo junto a eles, com coração humilde e com a confiança «de que Deus nunca nos abandonará e nunca nos deixará sem resposta».
A oração deve ser acompanhada de atos de caridade concreta para demonstrar a sua autenticidade. De fato, oração e ação apelam-se mutuamente: «se a oração não se traduz numa ação concreta, é vã; (…) porém, a caridade sem oração poderia reduzir-se a filantropia, que logo se esgota. O Dia Mundial dos Pobres é também um momento para agradecer ao Senhor pelas muitas pessoas que dedicam grande parte do seu tempo à escuta e ao apoio aos mais necessitados. Estes rostos concretos, com o seu exemplo, “dão voz à resposta de Deus à oração de quantos se dirigem a Ele” (n. 7).
Para isso propõe o testemunho concreto de Santos como Madre Teresa de Calcutá que repetia sempre como a oração fosse o lugar de onde tirava fé e força para servir os pobres, e São Bento José Labre, que viveu em Roma, pobre entre os pobres, como “andarilho de Deus”, fazendo da sua existência uma oração incessante que subia até Ele.
Este dia foi fortemente querido pelo Papa Francisco na conclusão do Jubileu extraordinário da Misericórdia, para que toda a comunidade cristã, através de ações concretas, se torne sempre mais sinal da caridade de Cristo para com os últimos e necessitados e seja oportunidade para tomar consciência da presença dos pobres nas próprias cidades e comunidades, para compreender as suas necessidades.
Na 1ª Mensagem, em 2017, o Papa Francisco esclareceu imediatamente a finalidade desta iniciativa: «Este Dia pretende estimular, em primeiro lugar, os crentes para que reajam à cultura do descarte e do desperdício, fazendo própria a cultura do encontro. Ao mesmo tempo o convite é dirigido a todos, independentemente da pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em toda forma de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade.
Desejo que as comunidades cristãs, na semana precedente ao Dia Mundial dos Pobres, se empenhem em criar muitos momentos de encontro e de amizade, de solidariedade e de ajuda concreta.
Neste domingo, se em nosso bairro vivem pobres que buscam proteção e ajuda, aproximemo-nos deles: será um momento propício para encontrar o Deus que procuramos. Segundo o ensinamento das Escrituras, vamos acolhê-los como convidados privilegiados à nossa mesa; poderiam ser mestres que nos ajudem a viver a fé de maneira mais coerente” e acrescentou “Como fundamento de tantas iniciativas concretas que poderão ser realizadas neste Dia exista sempre a oração”.
No site do Dicastério da Evangelização -Seção para questões fundamentais da evangelização no mundo, pode-se encontrar o material nas diversas línguas para a animação.
Dia Nacional da Língua Portuguesa e sua relevância na Educação Salesiana
Angélica Novais – Rede Salesiana Brasil
O Dia Nacional da Língua Portuguesa, celebrado todos os anos em 5 de novembro, foi instituído para valorizar e refletir sobre a importância do idioma no Brasil. Esta data é uma homenagem à língua que une mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo falada em países como Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde entre outros.
A data foi escolhida referente ao nascimento do escritor Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), um dos maiores poetas da literatura brasileira, cuja obra teve grande influência no desenvolvimento da literatura e da cultura nacional. A língua portuguesa é, sem dúvida, um dos maiores patrimônios culturais do Brasil, e a celebração deste dia reforça o papel fundamental da educação na preservação e na valorização do idioma.
O ensino da Língua Portuguesa na Educação Salesiana sempre teve protagonismo ao longo de sua história. Buscando sempre promover o desenvolvimento integral de seus alunos, a valorização da língua portuguesa é parte essencial dessa missão.
Língua portuguesa na Educação Salesiana – Em nossas escolas, a língua portuguesa é ensinada não apenas como uma disciplina, mas também como um instrumento de expressão pessoal, social e cultural, refletindo a importância da língua na formação de cidadãos conscientes e críticos.
Além disso, a literatura e a produção literária brasileira são incentivadas nas instituições salesianas, sendo um modo de conectar os estudantes com a riqueza cultural do país e com os clássicos da literatura que construíram o pensamento crítico e a identidade nacional.
O Museu da Língua Portuguesa
O Museu da Língua Portuguesa, localizado na cidade de São Paulo, é um importante espaço cultural dedicado ao idioma que une milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Inaugurado em 2006, o museu tem como objetivo preservar e divulgar a história, a evolução e as diversas manifestações da língua portuguesa ao longo do tempo. Em suas exposições, o museu oferece uma imersão interativa que permite aos visitantes entender como o idioma se adaptou aos diferentes contextos históricos e culturais dos países lusófonos.
Com a trágica perda de seu prédio histórico em 2015 devido a um incêndio, o museu foi reconstruído e reaberto em 2021, com um novo espaço mais moderno e acessível, preservando seu caráter educativo e cultural. O Museu da Língua Portuguesa é um lugar de encontro com a história e a identidade do Brasil, um espaço de celebração do nosso idioma, que é ao mesmo tempo ferramenta de comunicação e expressão da nossa diversidade cultural.
Vem aí o II Seminário de Boas Práticas de Educomunicação
Janaína Lima, Analista de Comunicação da Rede Salesiana Brasil
Nos dias 4 e 5 de novembro, a Rede Salesiana Brasil (RSB) realizará o II Seminário de Boas Práticas de Educomunicação, reunindo comunicadores, gestores e educadores de suas diversas presenças. O evento, organizado pela Coordenação Nacional da Comunicação da RSB, busca não apenas disseminar as práticas educomunicativas já desenvolvidas, mas também fortalecer o Ecossistema Educomunicacional e incentivar a formação continuada das equipes.
Com a presença de especialistas e profissionais da área, o seminário é um espaço para a troca de experiências e conhecimento. Conheça as Boas Práticas a serem apresentadas em cada dia do evento:
04 DE NOVEMBRO
Podcast AUXICAST Colégio Auxiliadora Recife (PE)
Movimento de Incentivo à Leitura da OSAF – MILO Obra Salesiana de Apoio Fraterno (OSAF) – Araras (SP)
Vivências em Ensino Religioso Instituto Maria Auxiliadora – Goiânia (GO)
KombiCast: O Podcast da Casa do Puríssimo Casa do Puríssimo Coração de Maria – Guaratinguetá (SP)
Jovens Comunicadores Colégio São Joaquim – Lorena (SP)
05 DE NOVEMBRO
“EU, você… NÓS: caminhos que se constroem”: poemas e bordados Instituto São José – São José dos Campos (SP)
Coletivo ECOAR Instituto Abequar – Linhares (ES)
Do Papel à Vida: uma prática que faz a diferença Liceu Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora – Campinas (SP)
“O sonho que faz sonhar” – A lição de Dom Bosco para os nossos dias Colégio Salesiano Dom Bosco – Salvador (BA)
Conexão de Saberes Escola Salesiana Brasília – Brasília (DF)
O segundo dia do evento trará ainda uma palestra do criador do programa Imprensa Jovem da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, Carlos Lima, abordando o tema “Educomunicação em pauta: Programa Imprensa Jovem”.
O II Seminário de Boas Práticas de Educomunicação da Rede Salesiana Brasil conta com um Comitê Organizador de peso:
Ir. Maike Loes Coordenação Nacional da Comunicação da RSB
Ana Paula Costa e Silva Gestora de Projetos de Formação da RSB
Valéria Rodrigues Coordenadora das Escolas da Inspetoria Maria Auxiliadora – Recife/PE
Ir. Mercedes Méndez Siliuto Responsável de Comunicação da Congregação das Irmãs da Assunção – Espanha
Profª Drª Rosane Rosa Universidade Federal de Santa Maria – UFSM
Prof. Mestre Clériston Ramos Bibliotecário SiB/FURG
O II Seminário de Boas Práticas de Educomunicação reflete o compromisso da Rede Salesiana Brasil com a promoção de uma comunicação inclusiva e transformadora, criando um espaço de diálogo e aprendizado que valoriza a comunicação como ferramenta de transformação social.
Ponto de Encontro – Edição nº 245 – Setembro/Outubro
Queridas Irmãs e queridos leitores do PE
De início a Edição 245 do PE nos remete ao trabalho cooperativo, com sua riqueza ímpar, seu senso de igualdade e participação ativa dos envolvidos. Portanto, não hesitemos em compartilhar! É necessário que compartilhemos as notícias e/ou informações de nossas Comunidades Educativas que acharmos pertinentes, porque elas fazem toda diferença! Agradecemos e parabenizamos a todos quantos nos ajudam a criar processos que nos unem, valorizam as contribuições uns dos outros, criando espaços de positividade e fortalecendo nossos laços de Comunidade Inspetorial. Para cada uma e cada um, nosso abraço fraterno!
Logotipo da 150ª Primeira expedição missionária do Instituto das FMA
Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora
É tempo de reavivar o fogo é o lema que acompanhará as celebrações do Triênio em preparação ao 150º aniversário da primeira expedição missionária do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (14 de novembro de 1877). A escolha do logotipo, entre as 39 propostas em concurso, recaiu sobre aquela realizada por Valentina Calabrese, Gaia Greco, Angélica Buanne, Ilaria Fara, FMA, Anna Maria Spina, FMA, Gabriel Maria Calabrese, SDB, um grupo de animação missionária da Itália Central.
A Comissão de avaliação, constituída por FMA, leigos e jovens, expressa a sincera gratidão a todos os participantes pelos trabalhos, muito apreciados, recebidos de diversas partes do mundo, que manifestam uma nítida sensibilidade missionária e um grande senso de pertença ao Instituto, unido a habilidades e competências artísticas.
Maria Auxiliadora: a figura de Maria escolhida para este logotipo é a da Auxiliadora “roubada” da sacristia de Valdocco e presenteada por Dom Cagliero às primeiras missionárias no dia da partida. É a presença de “Maria Auxiliadora, que tem entre os braços um gracioso Menino sorridente […] Dom Bosco o abençoou e o envia às missionárias: “Levai-o, e que Nossa Senhora vos abençoe e vos acompanhe na longa viagem”. (Cronistória, vol. 2, 288). Maria e Jesus, portanto, tornam-se no logotipo os companheiros de viagem que protegem e guardam cada missão.
O navio: reproduz de forma estilizada a embarcação que se vê na foto da primeira expedição missionária. Aquele enorme navio, que em meio ao mar se perderá de vista para chegar a terras distantes e levar à América também o carisma salesiano no feminino.
As escotilhas do navio: são uma referência ao navio, mas em seu número recordam os cinco continentes em que hoje estão presentes as Filhas de Maria Auxiliadora. Além disso, recordam a coroa do Rosário, oração quotidiana e que nunca falta para cada FMA.
A cruz: ergue-se altíssima sobre o navio para recordar o sacrifício a que se assemelham as missionárias na sua partida, sacrifício vivido em cada missão, sacrifício necessário para que ela se torne fecunda.
As primeiras seis missionárias: as seis figuras sobre o navio estão próximas entre elas e envoltas pela sombra de Maria, que as acompanha. Formam um único elemento – a comunidade – e, na diversidade de altura e de forma, reproduzem a silhueta de um fogo, evidência do Espírito que acompanha e inspira o sonho missionário das FMA, mas também sinal que recorda o fogo do amor de Deus que Madre Mazzarello convida a manter vivo.
O círculo que delimita o logotipo: o logotipo está inscrito em um círculo que envolve o desenho. Esta não é apenas uma escolha estilística que confere compatibilidade ao logotipo, mas a dinâmica da linha recorda o dinamismo missionário da Congregação no mundo e dá forma a uma auréola, sinal da santidade do quotidiano levada além do oceano pelos missionárias.
No dia 14 de novembro de 2024, com transmissão ao vivo da Casa geral do Instituto das FMA em Roma, Madre Chiara Cazzuola abrirá oficialmente o Triênio de preparação ao 150º aniversário (1877-2027) da primeira expedição missionária ao Uruguai .
Nesta entrevista, Moema Miranda, antropóloga e assessora da Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, aponta as raízes históricas da crise socioambiental em entrevista exclusiva sobre a Campanha da Fraternidade 2025. Com o tema “Fraternidade e Ecologia Integral”, a Campanha tem texto-base redigido com a colaboração de Miranda, que aprofunda a análise da temática e convida à reflexão sobre o futuro do planeta.
Miranda revela como a ditadura militar, sob o discurso de “progresso”, impulsionou um modelo desenvolvimentista predatório, com graves consequências para os povos indígenas e o meio ambiente.
Com base em sua vasta experiência e na redação do texto-base da Campanha da Fraternidade, Moema convida a uma profunda reflexão sobre a relação entre humanidade e natureza, apontando caminhos para uma verdadeira conversão ecológica. A superação do antropocentrismo, a busca por um futuro harmonioso e a necessidade urgente de ação conjunta para garantir a sustentabilidade são temas centrais da entrevista.
Qual a relação entre a ditadura militar na América Latina e o modelo desenvolvimentista? E quais as consequências desse processo para a Amazônia, em especial no que tange à exploração de recursos naturais e conflitos socioambientais?
Moema Miranda – O que a gente tem hoje comprovado e tentado fazer a conexão, porque muitas vezes a gente diz tudo está interligado, mas a questão é como as coisas se interligam, o que vincula, que com que, é que de fato, na época maior do desenvolvimentismo na América latina, essa época de instauração do projeto desenvolvimentista, não por acaso coincidiu com ditaduras militares na maior parte dos nossos países. E as ditaduras tiveram esse sentido de integração de países considerados atrasados na economia mundial. E integrar, nesse momento e nessa perspectiva, era integrar aos interesses do mercado internacional, aos interesses do capital internacional.
Por isso a política da ditadura na Amazônia foi a política de integração, “integrar para não entregar”, era o grande lema. E integrar dentro de uma lógica desenvolvimentista de progresso e desenvolvimento, em que isso significava, antes de tudo, explorar as riquezas e transformar tudo o que nós hoje consideramos como os bens comuns em riqueza.
Então grandes projetos de transformação da Amazônia, com estradas, com exploração da madeira, com construção de condições para a expansão do agronegócio, que naquele momento era chamado do latifúndio. Então, já na década de 70, a gente via uma grande disputa de projetos, de como a Amazônia devia integrar o projeto de desenvolvimento nacional. Não por outro motivo, Dom Pedro Casaldáliga, em 1971, lança o seu grande manifesto, “Uma Igreja na Amazônia, em conflito com o latifúndio e a injustiça social”. Então esses dois projetos já estavam em disputa naquele momento. Um projeto que era um projeto da Amazônia para os amazônidas, para os povos e com a floresta, e um projeto que era um projeto que pensava desenvolvimento como destruição da floresta, exploração dos recursos naturais. A ditadura foi fundamental para dar início a esse projeto na Amazônia.
A Comissão da Verdade revelou a morte de pelo menos 8,3 mil indígenas durante a ditadura. Qual a relação entre essa violência e a política de desenvolvimento da época?
Moema Miranda – Parte desse projeto, portanto implicava em desindigenizar os indígenas, se podemos dizer assim. Em tutelar os indígenas. Lembrem-se, nesse momento, de que os indígenas eram considerados pessoas que não tinham autonomia: eles eram tutelados pelo Estado Nacional e considerados empecilhos ao progresso.
Então, toda a lógica era justamente a de destribalizar, remover de cada um dos seus espaços. E durante muito tempo – e a Comissão da Verdade, como vocês relembram, demorou muito para identificar – os indígenas foram elementos fundamentais na resistência à ditadura e na resistência a esse projeto de morte.
Hoje é importante voltar, valorizar – e existem livros nessa direção – como a organização dos indígenas, e a partir daí do CIMI e de outras organizações que os indígenas foram organizando, fez resistência a esse projeto, até 1988, na Constituição Cidadã. Nela, pela primeira vez, os indígenas passam a não ser mais tutelados, como resultado de uma grande luta e de uma grande articulação no processo de redemocratização.
Então, o processo de redemocratização no Brasil teve a participação fundamental dos povos indígenas, e essa memória tem que ser trazida e valorizada.
Como o discurso de “progresso” que justifica ações contra os povos da floresta impacta a preservação ambiental e a vida de povos originários e comunidades tradicionais?
Moema Miranda – A noção de progresso e desenvolvimento que nós temos, foi concebida a partir de um paradigma, de uma visão de mundo em que os seres humanos são o centro de toda a criação e que a eles é dado a tarefa de dominar todos os outros seres aos seus próprios interesses.
O Papa Francisco, em sua encíclica Laudato Si’, já criticava a visão antropocêntrica que coloca o ser humano como centro e senhor de toda a criação. Em Laudat Deum, ele aprofunda essa crítica, denunciando o que chama de “antropocentrismo despótico”, no qual a natureza é vista como mera ferramenta a ser dominada em nome do progresso e do desenvolvimento. Essa lógica, porém, ignora a interdependência entre todos os seres e a necessidade de respeitar a integridade da criação.
Felício Pontes (Procurador do Ministério Público Federal) tem falado muito sobre isso: como Descartes, quando constrói a lógica do ser humano como mestre e senhor da natureza, instaura um novo paradigma. Mas não apenas Descartes; toda a ciência moderna, com Bacon, implica numa negação dos saberes anteriores e na afirmação da ciência racional como a que conhece a natureza. Conhece porque transforma a natureza, toda a natureza, em coisa, em res, em coisa que você pode dominar, sem alma, sem presença espiritual.
Esse desencantamento da natureza, de que fala Max Weber, também é condição de possibilidade para o desenvolvimento do capitalismo tal como o conhecemos. O desenvolvimento do capitalismo supõe essa negação da presença espiritual, dos espíritos, de todas as outras formas de religião que eram intrinsecamente vinculadas ao reconhecimento de uma natureza animada.
Na própria Europa, até o início do capitalismo, prevalecia a ideia da anima mundi, a ideia de que a natureza era vivente. Isso se articula com a ciência contemporânea, com a teoria Gaia de James Lovelock e com a compreensão contemporânea de que toda a natureza se interliga, e que o mundo da vida se interliga e cria um mundo cada vez mais vital, mais cheio, com mais condições de vida. Como canta o cantor: “a vida gera vida”.
Essas compreensões são absolutamente diferentes. É você olhar para a floresta e ver nela uma riqueza de vida, e se integrar como humano a essa riqueza. Nós, franciscanos, dizemos que a terra é mãe que sustenta e governa; se ela sustenta e governa, ela também estabelece o limite. Isso é o contrário do que dizem as concepções modernas de progresso e desenvolvimento.
Por isso, a mudança que precisamos fazer é tão profunda, porque ela é uma mudança de cosmovisão, de cosmopercepção, de entendimento do nosso lugar no mundo.
Como a exploração do planeta e a busca incessante por desempenho contribuem para as doenças e o esgotamento mental da sociedade moderna, especialmente a ecoansiedade?
Moema Miranda – Essa lógica de explorar e acumular, em que riqueza é acumulação de bens, em que rico é quem tem mais dinheiro numa conta bancária, quem tem mais ouro (não onde ele está mais colocado, embaixo da terra!), de que essa acumulação não tem limite e de que toda a natureza pode ser transformada em mercadoria, esse processo de mercantilização do mundo da vida, supõe também a exploração dos humanos que não estão no topo.
Por isso, o Papa Francisco fala, já na Laudato Si’, que esse paradigma, que ele chama de paradigma tecnocrático, é um paradigma que se baseia, que supõe vencedores e vencidos. Então, também os seres humanos, como a natureza, passam a ser explorados incessantemente.
Byung-Chul Han constrói a ideia de que, nesse momento, com o neoliberalismo absolutamente implantado no mundo, vivemos na sociedade do desempenho, e o neoliberalismo faz com que a gente introjete esse explorador que antes estava fora, esse explorador que era o patrão, que permitia que os trabalhadores se organizassem para fazer resistência. A introjeção desse paradigma, em que cada um vira ao mesmo tempo explorado e explorador – e o que é pior, ele diz, com a ideia de que isso é liberdade: “eu faço meu tempo, eu sou empreendedor de mim mesmo” –, essa obrigação de empreender a si mesmo é absolutamente esgotante, leva a esse burnout, a esse cansaço absoluto, a esse esgotamento de cada um de nós, pela nossa própria exploração. Você vai vendo como essa lógica integra a relação da gente com a gente mesmo, da gente com as outras pessoas e da gente com toda a natureza.
Essa forma de viver não pode produzir outra coisa que não adoecimento. Hoje já estão comprovadas as doenças ligadas à ansiedade de um ambiente esgotado, como você fala da ecoansiedade. Porque, ainda que a gente não tematize esse esgotamento, que a gente não fale sobre ele, o medo constante do fim do mundo, o medo constante de que as coisas acabem, o medo constante de que você não consiga desempenhar como os outros desempenham, como você olha no Instagram dos outros e vê as outras pessoas sorrindo e felizes e tendo êxito e só você não, não é? Isso vai levando, evidentemente, a um adoecimento individual e a um adoecimento da sociedade. É impossível que nós, seres humanos, que somos terra, estejamos sadios numa terra doente.
O Papa Francisco enfatiza a necessidade de uma “conversão ecológica”. O que isso significa na prática e como podemos promover essa mudança de mentalidade para uma ecologia integral, tema da Campanha da Fraternidade 2025?
Moema Miranda – A Campanha da Fraternidade, com o tema da conversão integral, é bastante abrangente. Tanto na campanha em si quanto no texto-base, encontramos a terceira parte dedicada às ações e iniciativas que podem ser estimuladas, e estas são apenas algumas sugestões. O processo de conversão, para ser integral, exige uma dimensão pessoal: trabalho individual, conhecimento, transformação de hábitos e de cosmovisão. Mas a conversão integral também possui uma dimensão comunitária, coletiva e política.
Ao propor esse tempo de conversão para a ecologia integral, a Igreja propicia que as pequenas iniciativas locais se somem a uma grande onda de transformação. Atualmente, enfrentamos um desastre imenso, e nossas iniciativas, como diz o Papa Francisco, estão aquém do necessário. Mas é nesse “multilateralismo de baixo”, como o Papa chama, nessas múltiplas iniciativas que sozinhas parecem insignificantes, mas que juntas formam um mutirão, que a Campanha da Fraternidade pode contribuir.
Que caminhos podemos trilhar para transcender a visão antropocêntrica do “ego” e abraçar uma perspectiva ecológica do “eco”, reconhecendo nossa interdependência com todos os seres e com o planeta?
Moema Miranda – Estamos em um momento fundamental de mudança de época, de mudança de era. Mais do que nunca, somos chamados pela Terra, pelos pobres e também pelo Papa Francisco e pela Igreja para fazer uma mudança profunda de concepção. Para mudar de uma concepção baseada no ego, na pessoa, na individualidade, no antropocentrismo, e fazer uma passagem para uma leitura de mundo mais cosmológica, mais cósmica, mais amorosa.
Como é que a gente faz essa passagem? Como é que a gente faz essa mudança? Como é que a gente faz a conversão? Antes de tudo, nesses tempos que nós estamos vivendo, aprofundando e buscando na nossa própria tradição cristã, aqueles que foram inspiração, aqueles que nos chamaram antes. São Francisco, Santa Clara e tantos outros que nos chamaram a esse amor profundo, a nos reconhecer como integrantes da criação, como filhos e filhas de um Deus de amor, tanto quanto as árvores, as flores, os bosques e a montanha.
Então, na nossa tradição, os Salmos, os chamados. Os chamados de Jesus nos dizem isso. A natureza é sábia, ela nos ensina. “Olhai os lírios do campo, aprendei com as aves do céu.” Esse é um chamado que nós temos há dois mil anos. É a hora da gente se converter a esse Jesus que nos inspira, que nos anima e que caminha conosco. Paz e bem.
Uma Celebração do Compromisso Missionário da Igreja
Janaína Lima, Analista de Comunicação da Rede Salesiana Brasil
O Dia Mundial das Missões é celebrado anualmente no penúltimo domingo de outubro, unindo católicos de todo o mundo em torno de uma missão fundamental: levar a mensagem do Evangelho a todas as nações e promover a solidariedade com as comunidades mais necessitadas. Instituída em 1926 pelo Papa Pio XI, essa data foi criada com o intuito de fortalecer o trabalho missionário da Igreja e inspirar os fiéis a contribuírem, tanto espiritual quanto materialmente, para as obras missionárias em regiões carentes ou afastadas.
Em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões 2024, o Papa Francisco conta que o tema da celebração é retirado da parábola evangélica do banquete nupcial: “Ide e convidai a todos para o banquete” Mt 22, 9. “Refletindo sobre esta frase-chave, no contexto da parábola e da vida de Jesus, podemos ilustrar alguns aspetos importantes da evangelização. Tais aspetos revelam-se particularmente atuais para todos nós, discípulos-missionários de Cristo, nesta fase final do percurso sinodal que, de acordo com o lema ‘Comunhão, participação, missão’, deverá relançar na Igreja o seu empenho prioritário, isto é, o anúncio do Evangelho no mundo contemporâneo”. Confira, na íntegra, aMensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial Das Missões 2024 clicando aqui.
A IMPORTÂNCIA DAS MISSÕES PARA A SOCIEDADE As missões desempenham um papel crucial não apenas no campo religioso, mas também no desenvolvimento social e humano. Missionários e missionárias atuam em regiões remotas ou em áreas de conflito, onde muitas vezes são os únicos a oferecer assistência médica, educacional e espiritual. Ao promover a dignidade e os direitos das pessoas, as missões contribuem significativamente para a construção de uma sociedade mais solidária e pacífica.
Em tempos de crise econômica e de crescentes desafios globais, como a pandemia e as mudanças climáticas, o trabalho missionário se torna ainda mais necessário. Ele promove o desenvolvimento sustentável das comunidades, fortalecendo o espírito de solidariedade entre povos de diferentes culturas e religiões. As missões também incentivam o voluntariado e o engajamento social, formando cidadãos conscientes e comprometidos com a justiça e a paz.
Nesse contexto, conheça o que significa ser um(a) missionário(a) Salesiano(a) nas palavras de quem se dedica à missão diariamente:
A Igreja recorda que todos os batizados são chamados a ser missionários, seja através de orações, contribuições financeiras ou do engajamento direto em obras missionárias. A missão é, acima de tudo, uma expressão de amor ao próximo e um convite à construção de um mundo mais fraterno. Que este chamado ressoe nos corações de todos, inspirando novos caminhos de solidariedade e evangelização.
De 18 de outubro a 3 de novembro de 2024, um grupo de Coirmãos salesianos há de se reunir na Sede Central Salesiana, em Roma, para trabalhar no Projeto ‘Ratio’. Além da Equipe de colaboradores do ‘Setor para a Formação’, o grupo é formado por representantes das Regiões da Congregação e da Universidade Pontifícia Salesiana (UPS).
O texto resultante do trabalho será apresentado ao novo Reitor-Mor durante o Capítulo Geral 29 (CG29-2025), que decidirá quando o promulgar.
Após estudar o texto durante três Sessões (verão 2023, inverno 2023-2024 e verão 2024), o Reitor-Mor junto ao Conselho Geral decidiu submetê-lo a uma Equipe de Coirmãos (v. Carta do P. Ángel Fernández Artime, Reitor Major, aos Inspetores, 13 de julho de 2024 , prot. 24/0362) para a finalização e redação do mesmo.
A revisão da Ratio responde ao convite do Reitor-Mor feito ao Setor para a Formação de proceder a “um trabalho sério e exigente de atualização da ‘Ratio’ ” (CG28, p. 34). O Setor trabalha na revisão desde 2020, após consultas em toda a Congregação e intenso trabalho editorial. Atualmente dispõe de versões em dois idiomas, inglês e italiano.
A última grande revisão da ‘Ratio’ foi em 2000. As duas revisões parciais realizadas em 2009 e 2012 foram incorporadas à quarta edição, de 2016.
O opúsculo “Critérios e normas de discernimento vocacional salesiano” de 2000 foi incorporado ao novo projeto da ‘Ratio’. As “Diretrizes para os estudos salesianos” (2005), devidamente atualizadas, serão incluídas como um dos dez anexos.